As células-tronco são conhecidas como células-mãe ou células estaminais, pois têm a capacidade de se dividir e dar origem a células semelhantes às progenitoras. Há dois tipos de células-tronco: as adultas, obtidas a partir de células de cordão umbilical, da medula óssea, da pele e de outros tecidos do corpo e as embrionárias, que, conforme definição da Lei de Biossegurança, são células de embrião que apresentam a capacidade de se transformar em células de qualquer tecido do organismo, tais como ossos, nervos, músculos e sangue.Devido a essa característica, as células-tronco podem ser úteis nas terapias de combate a doenças cardiovasculares, neurodegenerativas, diabetes tipo 1, acidente vascular-cerebral, doenças hematológicas, nefropatias e traumas na medula espinhal.
Países com EUA, Inglaterra, Alemanha vivem hoje sob acaloradas discussões em torno da liberação das pesquisas com células-tronco embrionárias. A utilização de embriões humanos em pesquisas vai além de uma questão ética e abarca questões jurídicas e sociais.
Vários governos se vêem pressionados por organismos científicos e grandes corporações farmacêuticas a modificar suas leis no sentido de permitir a pesquisa, utilização e comercialização das terapias utilizando células-tronco embrionárias. Além do obvio avanço científico e da cura de várias doenças, estamos falando de um mercado de bilhões de Dólares, onde, há muitos interesses econômicos envolvidos.
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